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ONDE ESTÁ O PÚBLICO DA FOTOGRAFIA?


Apesar da facilidade dos processos digitais para captação e difusão de fotografias e da forte presença de imagens na mídia, os ensaios temáticos de fotografia tem espaços específicos para publicação, frequentando pequenos guetos e dificilmente interagindo com o público em geral.

Existem inúmeros festivais de fotografia acontecendo no Brasil e no mundo e muitos artistas não podem participar diretamente e acabam não tendo conhecimento dos trabalhos desenvolvidos, das discussões levantadas e muito menos chegam a dialogar com os artistas envolvidos.

Os encontros, diálogos e trocas de informações provocados nos grandes festivais de fotografia são muito positivos, mas geralmente por motivos físicos e financeiros, acabam não abrangendo a pluralidade estética e discursiva da fotografia, descartando possibilidades incríveis de interação.

Pensando nisso tudo, a idéia de “invasão” e “off-festival” tem menos o sentido do embate e mais o sentido da integração.

Com a intenção de promover a integração de artistas de diversas praças num diálogo direto com outros artistas, organizadores e principalmente com o público geral das cidades-sede desses eventos, resolvemos usar uma tática relativamente simples de “invasão” cultural: a intervenção urbana.

 

A fotografia se transforma num grande pôster e é colada nos muros das cidades-sede de festivais.

A regra principal da intervenção Offestival é transformar um ensaio fotográfico em cartazes e colar em locais em que o ensaio faça referência à situação urbana local. O impacto criado pelo trabalho exposto na rua será provocado por uma relação estética ou temática com o público que passa no local.

Os lambe-lambe (cartazes colados na rua) são utilizados há muito tempo para publicidade, divulgação e comunicação na rua. Presente no inconsciente coletivo como cartazes de procurados do velho oeste ou divulgação de shows em letras garrafais, também tem sido bastante utilizado por artistas urbanos como forma de expressão.